04 setembro 2006

O tatu de Rembrandt

hoje eu estava lembrando, na verdade contando prum menino na agência (pq eu sou uma pessoa contadeira de causos) sobre o tatu que eu vi na casa de rembrandt, em amsterdam. bom, pra não parecer mais bizarro do que já é ai vão alguns fatos sobre a casa do dono do tatu.

1. ele era pintor, holandês, muito famoso mesmo na sua época, e era dono da própria casa (que é bem grande, então já da pra ver que o dito não tava mal financeiramente)
2. ele colecinava arte. era mais uma cachaça mesmo, e foi comprando mais do que podia que ele faliu. é, isso mesmo... quebrou, faliu, foi à ruina
3. entre as muitas coisas que ele colecionava estavam vários artefatos de "outros mundos", como conchas, arcos, flechas, cocares, peles, bichos empalhados, etc. todas essas coisas ficavam em um dos estudios da sua casa.
4. quando ele faliu, alguma alma desocupada, que trabalhava no banco que ficou com as coisas dele, fez um inventario completo (a mao!) do que existia na casa... inventario este que foi usado pela equipe que restaurou a casa. nesse inventario estava o dito tatu.

eu imagino que o tatu em questao nao so foi caçado, empalhado, exportado pra holanda, comprado por um colecionador, como tambem inventariado, guardado, restaurado e colocado em exibicao em um museu. um longo caminho para um tatu, nao?

e pensando no tatu eu comecei a pensar em todas as bugingangas que eu coleciono (bom, na verdade guardo, nem todo esse lixo estocado aqui em casa pode ser considerado peça de coleçao). e se eu for a falencia num futuro proximo e algum funcionario de banco de castigo vier aqui fazer o meu inventario? tudo bem, nao tem nenhum tatu no meu armario, mas por via das duvidas, esse sabado eu vou fazer uma limpa numas caixas que estao no armario do quarto de visitas.

360º do estudio do tatu

03 setembro 2006

Tim Burton deveria ter sido amigo de Gaudí

vendo as fotos da casa batlló (ao lado) de um livro da karina enquanto tomávamos uma cervejinha vespertina na sua casa, chegamos a conclusão que se algumas pessoas especiais tivessem se encontrado o mundo seria muito mais divertido.

esse é o caso de tim burton e gaudí. gaudí morreu atropelado por um bonde (sim, pessoas geniais morrem em acidentes idiotas) 32 anos antes de burton nascer, e mesmo que tivesse sobrevivido até o nascimento de burton seria um velhinho de 106 anos, ou seja, não era o destino deles se encontrar.

mas olhando as formas da casa batlló dá pra ver o quanto um poderia ter influenciado o trabalho do outro. a casa é genial, nos detalhes minunciosos, na estética mórbida e organica, na escolha das cores e texturas dos materiais... em resumo, uma pérola.

tudo bem, tim burton ainda está vivo e pode muito bem ir a barcelona ver as coisas de gaudí, ou comprar um livro, ou procurar no google... mas a gente nunca vai saber como seria se os dois pudessem sentar numa mesa de bar para conversar, rabiscar em guardanapos, ter ideias para filmes, projetos, casas, etc...

Pafunça e Cimara

esse é o primeiro (talvez o último) episódio das aventuras de pafunça e cimara. elas são duas lindas bonequinhas de olhos de botão que eu conheci (comprei) em buenos aires, numa lojinha fofa em palermo chamada sopa de principe. a loja, que tem um nome tão simpático quanto intrigante, tem todo tipo de bonecos, que são feitos um a um pela dona, uma falante argentina que se deu ao trabalho de se despedir de cada um dos bonecos que eu comprei lá. maluca? pode até ser... mas eu me lembro que no dia eu fiquei com uma pontinha de inveja do amor que ela parecia ter pelo seu trabalho.

de lá vieram:
cimara: a boneca do coração gigante
pafunça: a boneca listradinha
juanpi (juan pablo): a raposa, ou melhor, o raposa
guille: o pinguim, que pertence hoje à minha irmã do meio
jen: a ovelha, que pertence hoje à minha irmã caçula

quer ver pafunça e cimara?